O evento de lançamento do 3º Congresso Brasileiro de Túneis e do South American Tunnelling 2012 em Belo Horizonte reuniu, no dia 30 de agosto, mais de 120 pessoas no auditório do CREA-MG. O encontro teve a participação de projetistas, consultores, mineradoras, construtoras e autoridades. Para Hugo Cássio Rocha, presidente do Comitê Brasileiro de Túneis, o evento foi “uma prévia da troca que conhecimento que haverá no 3º CBT”. Outro fator importante foi a descentralização do Comitê, que está “muito paulistano”, afirmou o presidente.
Paulistas e mineiros se revezaram em palestra sobre obras subterrâneas. “O pessoal de Minas Gerais têm um vasto conhecimento em tipos de túneis diferentes do que habitualmente tratamos no Comitê, como é o caso de túneis para mineração e Pequenas Centrais Hidrelétricas”, ressalta o presidente do CBT. “A contribuição destes profissionais foi importantíssima e muito enriquecedora”.
Por outro lado, a divulgação do conhecimento técnico dos tuneleiros de São Paulo despertou grande interesse na comunidade mineira. “Tivemos mais de 40 nomes na lista de espera para inscrições e, no final, precisamos mudar o local do encontro para um auditório maior, para atender toda a demanda”, lembra José Luiz Penido, representante do CBT em Minas Gerais e responsável pela organização do evento em BH.
Esta troca de conhecimento é o objetivo do 3º CBT. “Com os investimentos federais atingindo outros estados, fora do eixo Rio-São Paulo, é natural e importante que o CBT esteja mais presente no Brasil inteiro”, destaca Penido.
Hugo Rocha acredita que a troca de experiências entre os Estados é fundamental para o desenvolvimento da técnica e da produção de túneis, assim como para o crescimento do próprio CBT.
O evento
O presidente do Comitê Brasileiro de Túneis, Hugo Cássio Rocha, abriu o evento técnico falando sobre o mercado de túneis no Brasil. Em seguida foi a vez de José Luiz Penido, da J.Dantas, que
abordou o cenário das obras subterrâneas em Minas Gerais.
A próxima palestra foi de Paulo Cella, da BVP Engenharia, que falou sobre os aspectos de projetos de túneis em hidroenergia. Cristiano Santana, Iuri Brandi, Henrique Valderato, da Vale, e Ruy Lacourt, da Anglo Gold Ashanti, trataram dos túneis para mineração e mina subterrânea.
Depois do coffee break, Tarcísio Barreto Celestino, ex-presidente e conselheiro da ABMS, falou sobre o planejamento e o uso do espaço subterrâneo no município de São Paulo. Adão Guimarães, da CBTU (Companhia Brasileira de Túneis Urbanos), Célio Bouzada, da BHTrans, e Murilo Valadares, da prefeitura de BH, falaram sobre as perspectivas de obras subterrâneas na região metropolitana de Belo Horizonte.
O Núcleo Minas Gerais da ABMS também esteve presente, representado por Ricardo Wagner Reis Duarte, com marcantes intervenções.
O evento foi patrocinado pela Sandvik, Atlas Copco, Geobrugg e O.S. Comercial. E contou com o apoio da BVP Engenharia, G. Fonseca, J. Dantas e Vallejos Engenharia.
O futuro
Para Hugo Rocha, “Minas Gerais tem uma massa crítica bastante relevante de técnicos, obras, conhecimento e domínio de como fazer túneis”. O presidente acredita que o Estado tem plenas condições de assumir a organização do próximo Congresso Brasileiro de Túneis.






















