O governo de São Paulo anunciou no dia 9 de março que a nova travessia entre Santos e Guarujá deverá ser feita por uma ponte. Engenheiros e especialistas em obras subterrâneas avaliam que esta não é a opção mais adequada. “O elevado é uma opção inadequada para este caso por várias razões”, sustenta o engenheiro geotécnico Tarcísio Barreto Celestino, presidente do Comitê Brasileiro de Túneis (www.tuneis.com.br), ligado à ABMS (Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica). “O elevado terá que começar muito antes do trecho sobre o mar – criando uma espécie de 'minhocão' nas duas aproximações da ponte, introduzindo zonas de degradação urbana ao longo desses acessos.
Outra desvantagem é que a ponte limitará a altura dos navios que pretendem chegar ao porto, produzindo impacto econômico negativo à estrutura portuária. O engenheiro defende a construção de um túnel submerso, de curta extensão, ligando as duas cidades litorâneas. O engenheiro apresentou esta opção em sessões técnicas e em três audiências públicas que discutiram o tema no ano passado. Nesses encontros, Celestino discutiu, inclusive, os valores envolvidos nas duas opções e mostrou que a obra subterrânea é a opção economicamente mais viável.
Nesta quinta (11/3), às 19 horas, Tarcísio Celestino voltará a abordar o assunto – a travessia Santos-Guarujá – durante o 2º Congresso Metropolitano de Meio Ambiente Urbano – “Cidades Sustentáveis”, que acontece no Guarujá (Local: Universidade Unaerp – Av. Dom Pedro I, 3.300 – Enseada – Guarujá/SP. Informações: (13) 3355-6260 / 3355-6278)























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