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Presença brasileira no WTC reforça prestígio internacional

WTC-2010Nove representantes do Comitê Brasileiro de Túneis participaram, em Vancouver, do WTC 2010. É a 15ª edição que conta com a presença brasileira. Para o presidente do CBT, Tarcísio Barreto Celestino, o WTC é o mais importante evento anual de túneis e, por isso, a presença brasileira é fundamental. “Isso é importante para situar o país no cenário internacional de obras subterrâneas”, afirma Celestino. “E significa também que as empresas brasileiras estão aptas a prestar serviços de qualidade em âmbito mundial”. Segundo ele, outro fator relevante é o acesso, possibilitado pelo Congresso, ao que acontece de mais importante no mundo na área tuneleira. “Com isso, os especialistas brasileiros permanecem muito próximos da produção técnica da comunidade internacional”. O World Tunnel Congress 2010 (WTC 2010) foi realizado entre os dias 14 e 20 de maio deste ano, em Vancouver, Canadá, com o tema “Tunnel Vision Towards 2020”.

Três assuntos tiveram destaque, na opinião de Celestino: a utilidade dos túneis, a previsibilidade de obras subterrâneas e as questões contratuais. As vantagens dos túneis são cada vez mais nítidas. “Diversas cidades compilam e passam a mostrar como ganharam e usufruíram, tanto em termos urbanísticos quanto econômicos, com as obras subterrâneas”, aponta Tarcísio.

WTC 2010 3A previsibilidade dos túneis é algo que inclusive as seguradoras estão percebendo ser possível. As seguradoras que, há alguns anos, se reuniram e decidiram que não era viável segurar túneis porque se tratar de uma atividade muito arriscada. Hoje percebe-se que, desde que “as coisas sejam feitas como manda o figurino”, de acordo com Celestino, “é uma obra possível de ser segurada diante dos riscos de outras atividades para as quais são vendidos seguros”. O que é necessário é que essas obras tenham um processo de engenharia rigoroso, com análises de risco abrangentes e efetivas.

A tendência dos contratos é que o mundo inteiro abandone práticas já utilizadas em alguns países, como o preço fixo e a transferência dos riscos da construção para a empreiteira. Tarcísio Celestino lamenta que, no Brasil, ainda haja uma tendência ao preço fixo,o que eleva o preço das construções e leva ao abandono de soluções subterrâneas em prol de imediatismos de vias elevadas ou meios de transporte elevados que podem ter construção mais rápido ou mais barata. “Mas isso é um grande engano a longo prazo”, relata.

No WTC 2010, organizado pela ITA-AITES – International Tunnelling and Underground Space Association – e pela TAC – Tunneling Association of Canada – 950 pessoas estiveram presentes, vindas de 48 países. O Brasil teve participação em trabalhos, apresentados por Akira Koshima, Marcos Noronha e Tarcísio Celestino, que também foi chairman da sessão técnica sobre concreto projetado.

A delegação brasileira foi formada por André Assis (UnB eITACET), Tarcísio Barreto Celestino (Themag, USP), Francisco Ribeiro Neto (Metrô), Akira Koshima (Novatecna), Marcos Noronha (UFSC), Danilo F. Abdanur (Odebrecht), Nelson Ludwig (geólogo consultor de Santa Catarina), Evandro Gimenes (MWH – Canadá) e Heinrich Heinz (Thurber – Canadá).

WTC 2010 2Na foto, parte da delegação brasileira. Da esquerda para a Direita: Danilo Abdanur, Francisco Ribeiro Neto, André Assis e Akira Koshima

Esse post foi publicado de sexta-feira, 25 de junho de 2010 às 11:25, e arquivado em Destaques. Você pode acompanhar os comentários desse post através do feed RSS 2.0. Comentários e pings estão fechados no momento.

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