Brasileiros tem a maior participação na história do WTC

Comitiva organizada pelo CBT teve 48 pessoas e tende a crescer cada vez mais nos próximos anos

A participação brasileira superou as expectativas no WTC 2016 (World Tunnel Congress), realizado em São Francisco, nos Estados Unidos, no mês de abril e considerado o principal encontro anual da comunidade tuneleira internacional. A iniciativa do CBT em organizar uma comitiva com 48 pessoas e montar um estande na feira técnica, potencializou a presença brasileira, onde as empresas CPB – Concreto Projetado do Brasil, Geobrugg e MC Bauchemie apresentaram suas soluções ao público internacional.

“O número de participantes do congresso chamou a atenção de todos, bem como a infraestrutura completa do centro de convenções e do hotel que foram muito bem selecionados pelos organizadores”, reconhece o vice-presidente do CBT, Jairo Pascoal Júnior. “A comunidade tuneleira do Brasil nesta edição foi a maior na história dos WTCs, com presença marcante e grandiosa em número de congressistas e acompanhantes. A comitiva participou em metade das reuniões dos grupos de trabalho técnicos da ITA”, acrescenta Jairo.

Para ele, a comunidade técnica brasileira teve a oportunidade de apresentar ao mundo a engenharia de túneis e de obras subterrâneas, por isso é oportuno que aumente sua exposição internacional com apresentação de trabalhos técnicos publicados no WTC e as contribuições nos grupos de trabalho da ITA. “Estes são dois pontos que podem ser ampliados de imediato em nossa participação no mundo ITA e nos WTCs”, considera.

Com relação ao conteúdo técnico do congresso, Jairo conta que desde os temas dos cursos pré-congresso, inovação com o workshop BIM aplicado aos empreendimentos do espaço subterrâneo, até as sessões técnicas foram excelentes e com valiosa contribuição para toda a comunidade tuneleira internacional.

O vice-presidente do CBT elenca, ainda, alguns pontos que chamaram a atenção no WTC. “Na manhã de abertura do congresso foi realizada uma excelente palestra, proferida pelo professor emérito Peter K. Kaiser, da Universidade Laurentian de Ontário, no Canadá, seguido de palestrantes das sessões de Keynotes que trouxeram a inovação e atmosfera da região de São Francisco, mais especificamente do Vale do Silício, para o contexto da indústria de túneis e uso do espaço subterrâneo. Torcemos para que essa experiência motive a quebra de alguns paradigmas da nossa indústria”, diz Jairo.

Relevância dos temas para a engenharia brasileira

A maior parte dos temas discutidos e apresentados no WTC 2016 pode ser aplicada na engenharia do Brasil, de acordo com Jairo. “Cabe a nós engenheiros e comunidade técnica contextualizarmos a aplicação dos conceitos e técnicas discutidos. Certamente existem pontos apresentados que são muito particulares de algumas regiões do globo, como ações sísmicas, baixas temperaturas extremas entre outros, mas as técnicas estão disponíveis para a nossa compreensão e aplicação em oportunidades que possam fazer sentido”, salienta o vice-presidente.

Por isso, cada profissional pode buscar os tópicos que mais convier para o desenvolvimento técnico e de contatos com a rede mundial de militantes.

Apoiadores apresentaram produtos e serviços no estande do CBT

A CPB – Concreto Projetado do Brasil apoia o CBT em todas as iniciativas. De acordo com Cássio Moura, diretor da empresa, o CBT é essencial para a sinergia entre a indústria tuneleira e os projetistas, fornecedores de soluções, executores de obra, contratantes e o meio acadêmico. “Ao montar o estande no WTC, o CBT mostra ao mundo que temos uma engenharia de túneis e indústria de apoio de alto nível técnico”, diz Cássio.

“Para a CPB foi uma oportunidade para expor os produtos a um seleto e direcionado público de todo o mundo. Somado a tudo isso, foi o congresso onde pela segunda vez na história tivemos um brasileiro eleito presidente da ITA, com grande mérito diga se de passagem”, salienta Cássio. Para ele, o estande serviu como um ponto de encontro e apoio à comitiva brasileira, já que a participação dos profissionais nos eventos de túneis é cada vez mais expressiva.

A MC Bauchemie, especializada em soluções técnicas para obras construídas em concreto, também apoiou o CBT no estande do WTC. “Para nossa empresa é importante participar ativamente com soluções em túneis e obras subterrâneas que viabilizem a construção brasileira”, explica Shingiro Tokudome, gerente executivo da empresa.

Ele conta que a grande presença de público chamou a atenção. “A plateia cheia nos dias do evento mostrou o quanto o CBT é importante para os profissionais do mercado que buscam uma atualização nos conhecimentos através das palestras”, diz.

A Geobrugg AG, outra patrocinadora do estande do CBT, tem como diretriz apoiar as associações sérias que primam pelo desenvolvimento técnico e profissional da comunidade geotécnica. “Enxergamos no CBT este perfil e somos parceiros desde então”, ressalta Felipe Gobbi, engenheiro geotécnico da empresa.

“O que mais me chama a atenção em relação ao CBT é a capacidade em manter uma comunidade de tuneleiros, o que é muito positivo em todos os sentidos. Além disso, o WTC foi muito bom tecnicamente, com palestras e trabalhos muito interessantes. Sem dúvida presença mandatória para quem busca atualização”, destaca Gobbi.

Evento Ecos repercute o sucesso do WTC 2016

Realizado no final de maio, no Auditório Condomínio Villa Lobos Office Park, o evento Ecos World Tunnel Congress 2016 foi a oportunidade de se conhecer o que foi apresentado no WTC 2016. Os palestrantes fizeram relatos sobre o evento, sobre as assembleias da ITA, reunião dos Young Members e dos temas apresentados pelos Working Groups. Cerca de 110 pessoas estiveram presentes e de acordo com Werner Bilfinger, Secretário Geral do CBT, o Ecos estimulou as pessoas a conhecerem o evento.

“Tentamos mostrar um pouco do que foi o evento em São Francisco, nos Estados Unidos, apresentando informações sobre as partes técnica, social e administrativa”, explica Werner, adiantando que após o Ecos recebeu vários contatos de pessoas interessadas em informações técnicas sobre os artigos apresentados no WTC.

As expectativas com a realização do Ecos foram superadas, segundo Werner. Estiveram presentes desde os Young Members até profissionais mais experientes, com destaque para o presidente da ITA, professor Tarcísio Celestino; um ex-presidente da ITA, professor André Assis; e três ex-presidentes do CBT, professor André Assis, doutor Akira Koshima e doutor Hugo Rocha, além de outros profissionais renomados da comunidade tuneleira.

Para Cássio Moura, da CPB, o Ecos foi um feedback para o meio técnico sobre a participação brasileira no evento e fundamental para a informação, análise e discussão dos trabalhos apresentados pela comitiva. “Divulgar essa participação é importante para incentivar a ida de mais membros nos próximos eventos”, diz Cássio.

Shingiro Tokudome, da MC Bauchemie, ressalta que o Ecos foi relevante para mostrar a dimensão do WTC 2016 às pessoas que não puderam participar da comitiva. “Também mostra a coesão dos participantes do CBT, ao se voluntariarem a transmitir conhecimentos através do Ecos e defendendo a tecnologia nacional”, enfatiza Shingiro.

Felipe Gobbi, da Geobrugg AG também aponta a relevância do Ecos: “Achei a ideia sensacional, mostra que o comitê está de fato preocupado em trazer aos seus associados o que foi obtido no WTC”, declara Gobbi.

Submeta seus resumos para o WTC 2017

A submissão de resumos para admissão de trabalhos técnicos para o WTC 2017, que acontecerá de 9 a 15 de junho em Bergen, na Noruega, está aberta até o dia 1º de Julho de 2016. O CBT deseja que a comunidade técnica brasileira apresente ao mundo a engenharia de túneis e obras subterrâneas, por meio dos artigos técnicos.

“Ao longo do ano vamos sistematizar reuniões dos grupos de trabalho do CBT conforme os WGs (work groups) da ITA. Com isso apostamos que o Brasil terá participação mais expressiva em presença e conteúdo nas reuniões anuais dos WGs realizadas em cada WTC”, informa Jairo.

O Estande do CBT para as empresas brasileiras já está reservado para 2017, com expectativa de contar com a presença de empresas brasileiras expondo suas soluções na feira técnica. “A comitiva Brasileira será organizada no início do próximo ano”, finaliza o vice-presidente do CBT.

Clique aqui e veja alguns depoimentos de alguns participantes da comitiva do WTC 2016.